E-commerce

O consumo desenfreado de álcool gel

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A crise do novo coronavírus e o isolamento social provaram a importância do e-commerce. Apesar de muitos segmentos estarem perdendo faturamento (moda, cosméticos, acessórios), outros estão mais fortes do que nunca. Por conta da impossibilidade de sair às ruas sem correr riscos, além do esgotamento dos produtos nos supermercados, muitas pessoas estão adquirindo produtos de higiene, limpeza, e mantimentos pela Internet. Esses setores, inclusive, cresceram muito entre janeiro e março de 2020. Também em março, foi constatado um crescimento acima do normal de novos consumidores de e-commerce.

Conforme informações são da Ebit|Nielsen, referência em análises do comércio eletrônico no Brasil, o campeão de vendas nas lojas físicas, o álcool gel, cresceu 310% acima do total do crescimento do e-commerce no período entre janeiro e março. Isso significa que esse produto quadruplicou o número de vendas, chegando a faturar, em um único dia, R$800 mil. Antes, representava apenas 1% da categoria da saúde, representando hoje mais de 9%.

É claro que essa demanda toda extrapola a oferta de todos os mercados. E isso dá margem para o oportunismo. Um homem estadunidense, chamado Matt Colvin, comprou 17 mil garrafas de álcool gel para revenda. Ele e o irmão vasculharam as lojas dos estados de Tennessee e Kentucky (EUA), adquirindo todas as garrafas que encontraram, com o intuito de revendê-las na Amazon, com preços muito acima do normal.

O início das vendas foi bom, venderam mais de 300 garrafas no primeiro dia. A Amazon, no entanto, que está sempre atenta à precificação dos produtos no marketplace, baniu a conta e retirou os produtos do ar, pois os valores eram extremamente abusivos. Quando entrevistado pelo The New York Times, o vendedor justificou que fez isso pela oportunidade de melhorar a condição financeira da família. Após a repercussão do caso, ele resolveu doar as garrafas.

Falando de Brasil, o Procon de Manaus (AM) recebeu mais de 800 denúncias de preços abusivos de álcool gel e máscaras. De acordo com a reportagem do G1 Amazonas, mais de 50 estabelecimentos foram autuados. Na cidade, assim como na maioria das demais cidades do Brasil, o produto está com estoque escasso, causando desespero e aflição nos consumidores.

Ser visionário e acompanhar a movimentação e a demanda do mercado é importante. No entanto, em um momento como esse, é fundamental usarmos a oportunidade para fins positivos. Antes de sermos empresários e empreendedores, somos seres humanos que estão vivendo exatamente o mesmo caos que todos os outros. Estamos no mesmo barco. Aproveitar a crise para ganhar dinheiro não é errado, desde que não prejudique o próximo.

E você, o que acha sobre isso?

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Apaixonada por marketing e redação. Graduanda em administração na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e entusiasta da boa comunicação e da troca de ideias e experiências.

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