Gestão

Qual o papel das empresas na crise do novo coronavírus?

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Com toda a discussão mundial ocorrendo a respeito de solidariedade, com campanhas para que as pessoas pensem no próximo e fiquem em casa, com a cobrança de posicionamento dos governos, a dúvida é: as empresas precisam se posicionar? A minha opinião é que sim, e vou tentar convencer você disso.

No caso de uma crise sanitária como essa, necessitamos de confiança e solidariedade social. Isso é, para que ocorra o distanciamento entre as pessoas tão incentivado, esses dois outros aspectos devem estar ocorrendo. Eles nada mais são do que: confiar e ter empatia pelo próximo. Individualmente, se você for jovem e saudável, você provavelmente não terá grandes complicações se contrair o vírus. Sistemicamente, você pode contribuir para o colapso da saúde pública. Segundo informações de pesquisa da empresa Forebrain, quando os fatores individuais e sistêmicos divergem, a tendência é que a pessoa tenha um pensamento irracional.

E vem daí a importância de posicionamento dos atores da sociedade. Entre eles, estão as empresas.

Além da irracionalidade natural que ocorre nesses casos, em que somos tomados por sentimentos como medo e insegurança, ainda somos direcionados a diversas informações contrárias sobre o mesmo assunto. Pense só: você está escutando do Ministério da Saúde que afirma que, se você puder, é melhor ficar em casa, independente da sua idade. Mas aí você recebe um áudio no Whatsapp que diz que isolamento social não é o melhor para solucionar uma pandemia.

Essas informações geram confusão e conflito na nossa mente, o que nos prejudica no momento de tomar decisões. Recebemos notícias em excesso e, a maioria, de baixa qualidade. Requer muito cuidado e controle para analisarmos quais fontes são verdadeiras e confiáveis nesse momento [inclusive a Giovanna vai falar um pouco sobre essas fontes no Diário de Quarentena na semana que vem, para ajudar vocês a realizarem esse filtro].

Um papel interessante, portanto, que as empresas podem adotar é o de conscientização. Foi o que fez o Mercado Livre quando alterou o seu logo para um cumprimento de cotovelos, ao invés de mãos, e a Microsoft quando criou um mapa em tempo real da propagação da doença. Mas não precisamos ir tão longe: conscientizar os seus funcionários em relação às medidas de prevenção e liberá-los, se possível, também é uma atitude relevante.

As empresas também podem aderir a um posicionamento mais econômico, com doações, por exemplo. A Ambev transformou parte da sua produção de cerveja em produção de álcool gel, para doar para unidades de saúde. As Lojas Renner doaram mais de 4 milhões para custear a compra de insumos, assim como a MRV e o Banco Inter doaram 10 milhõesem respiradores mecânicos. Se a sua empresa não tem condições de fazer doações tão caras, ajude quem está perto. Doe cestas básicas para profissionais autônomos que não estão conseguindo trabalhar, engaje sua equipe para incentivar o comércio local ou adiante diárias de faxina, por exemplo.

Apesar de necessário, é claro para todos que o isolamento social tem consequências ruins para o bem estar. Quanto mais tempo isoladas as pessoas ficam, mais podem desenvolver problemas psicológicos como depressão e ansiedade. A sua empresa pode ajudá-las com isso. Crie conteúdo online, faça promoções de cursos e/ou proporcione entretenimento. Faça lives no Instagram e Facebook contando suas experiências no trabalho, disponibilize materiais de qualidade e aproveite para atualizar as redes sociais da sua empresa.

Se você ajudar uma só pessoa, já é motivo de satisfação. Lembre que solidariedade social é se preocupar com o outro. Além de garantir que sua empresa está sendo ativa no combate a um vírus de escala mundial, você ainda ganha em reconhecimento de marca e engajamento. Isso porque atitudes como essas fazem com que as pessoas se identifiquem com a empresa, e em meio a compartilhamentos e comentários, você ainda pode sair da crise melhor do que entrou.

Uma empresa é feita de pessoas, para outras pessoas. Não seja omisso, nem oportunista. Assuma o seu papel social!

Se você quer saber um pouco mais sobre a rotina da Wave em home office e os desafios do mercado em meio à crise, nos siga nos Insta e acompanhe nosso Diário de Quarentena!

Apaixonada por marketing e redação. Graduanda em administração na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e entusiasta da boa comunicação e da troca de ideias e experiências.

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